Sem categoria

Uma breve pesquisa na Wikipedia nos possibilita saber que o uso do laço rosa foi lançado na década de 90, nos Estados Unidos, e instituído o mês nacional de conscientização sobre o câncer de mamas.  A celebração visa, além de informar as mulheres, arrecadar recursos para as iniciativas para a detecção precoce e o tratamento do câncer de mamas. No Brasil, nos últimos anos, tem havido uma grande repercussão, com prédios iluminados, corridas e eventos. Ainda falta uma pesquisa de marketing social sobre o impacto destas ações para o controle desta doença.

De acordo com os dados mais recentes do INCA, a estimativa é que haja uma prevalência (em 2014) de 56 casos de câncer de mama para cada 100.000 mulheres, sendo de longe o mais comum (três vezes mais que o segundo colocado, o câncer colorretal). O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas para o ano de 2012. É a  segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão,  e  a  maior  causa  de morte  por  câncer  nos  países  em desenvolvimento.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada em 2015 mostrou que cerca de 40% das mulheres elegíveis (50 a 69 anos) não realizou a mamografia nos últimos 2 anos.  Este número variou de 61,3% na Região Norte a 32,1% na Região Sudeste. A importância do componente socioeconômico é confirmado pelo fato de que metade das mulheres sem instrução (ou com fundamental incompleto) não fez mamografia nos últimos 2 anos e apenas 20% das mulheres com ensino superior completo estão neste grupo.  O parâmetro proposto pela Organização Mundial da Saúde é de 80% de cobertura de mamografia neste grupo (50-69 anos).

Assim, confirma-se que um percentual significativo das mulheres não realiza o rastreamento-padrão para câncer de mamas. Surge a dúvida se esta baixa cobertura ocorre pela baixa sensibilização das mulheres sobre a importância da realização da mamografia, ou por dificuldade de acesso aos recursos diagnósticos. Além disso, sabemos que não basta somente o rastreamento.

Estas mulheres precisam ser incluídas em uma linha de cuidados, baseada em evidências que propicie o tratamento precoce, realizado de maneira adequada pelo sistema de saúde (público ou privado).

Fonte: SaudeBusiness

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário